long time…
Posted on Março 23, 2009 by flep, under Eu.
A um bom tepo não apareço por aqui. Não por falta de assunto, pelo contrário, mas por falta de tempo e consequentemente, a facilidade de se comunicar pelo twitter, onde dá p/ contar, sem muitos detalhes e em real time, o que acontece no dia-a-dia.
Mas mesmo assim, sinto falta de escrever mais por aqui, pois são nestes textos mais longos onde penso e reflito sobre minha vida, de uma maneira mais ampla e positiva, saindo um pouco da correria em que vivemos hoje.
Aproveitando o post, mesmo que de forma rápida, estou numa fase bem tranquila da minha vida, tanto profissional quanto pessoal. Feliz no trabalho e feliz no amor =)
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Palavras do mestre
Posted on Janeiro 07, 2009 by flep, under Eu, vida.
Incrível… recebi esse poema hoje de uma amiga que adora poemas.
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Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
Carlos Drummond de Andrade
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E um novo ano se inicia
Posted on Janeiro 03, 2009 by flep, under Eu, vida.
E acabei de ter a melhor semana até hoje na minha vida, e uma “passagem de ano” maravilhosa, significantiva.
Filmes, carinho, comidinhas, amor, risadas, felicidade… compartilhada.
Mudanças, novas atitudes, aprendizados, revelações, planos.
Choros, conversas, sentimentos crescendo, se revelando.
É engraçado como em curtos espaços de tempo podemos ter tanta coisa nova acontecendo. Ouvir de alguém que nunca foi tratada como eu a trato é gratificante, é sensacional, mesmo que depois os medos e as amarras a façam chorar, dizer coisas, com medo do que está por vir. Ouvir um “não quero” no meio de um choro doído aperta o coração, porque nessa hora ficam visíveis os conflitos internos.
Acho que, apesar do que foi dito, o que foi “feito e sentido” nessa última semana é muito mais forte, mais real, mais verdadeiro. Vai de encontro com o que foi dito, o que me faz acreditar que os medos possam estar sendo vencidos, um a um, pouco a pouco, e o que vivenciamos faz “o que foi dito” perder importância, parecer apenas birra de personalidade medrosa, sabotadora.
E no fim, eu estou muito feliz, e acho que a tenho feito feliz também, e é isso que importa pra mim.
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Almost
Posted on Dezembro 29, 2008 by flep, under Eu, vida.
E 2009 está aí, com a ponta do pé entrando na soleira da porta.
Gostei de 2008, muita coisa boa me aconteceu ao longo do ano, principalmente no quesito profissional. Trabalhar com pessoas que respeitam seu trabalho, com quem você pode ter um ótimo convívio, e ainda por cima apostam em você, é algo sensacional. Encarei desafios e estou adorando. Agora é continuar e melhorar cada vez mais no próximo ano.
Mas, nem tudo são rosas neste 2008.
“- Porque o certo é ser solteiro” ela disse a um amigo com problemas no casamento, “- Porque eu estou solteira” completou olhando nos meus olhos, mesmo depois do natal que passamos juntos.
Acho que a vida é assim mesmo, os acontecimentos têm significados diferentes para cada pessoa, para cada estado de espírito.
E os escudos começaram a subir… pena.
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Por você, mãe
Posted on Dezembro 21, 2008 by flep, under Eu.
Nascia em 25 de fevereiro de 1946 a mulher mais extraordinária que já conheci: minha mãe.
Uma mulher forte, de garra, íntegra, educada. Cometeu erros, como todos nós, levantou a cabeça, corrigiu-os, encarou-os de frente.
Lutou bravamente para sobreviver, sempre nos educando com um carinho imenso, e já nos preparando para o mundo, como se soubesse que não tinha muito tempo.
Lembro-me muito bem, ainda, daqueles olhos verdes lindos, daquele sorriso fácil, de como eu dormia agarradinho nela quando já éramos só nos três, eu, ela e minha irmã.
Lembro-me de como ela, naturalmente, fazia com que sempre tivéssemos respeito por ela, e eu sempre tive.
Foram apenas 11 anos que pude viver ao lado dela, e a 15 anos, num 18 de dezembro, ela teve que partir de forma abrupta.
E apesar de terem sido apenas 11 anos, é incrível como ela conseguiu me passar valoes que carrego até hoje, que tenha me ensinado tanta coisa sem nem saber.
Sempre senti um orgulho imenso de tí mãe, e tudo que sou hoje, o homem que me tornei, devo completamente a tí minha querida. Meu caráter, minha índole, minha eterna busca de ser um ser humano no mais amplo sentido da palavra, é por você, maezinha, para que eu tenha certeza que estou a altura de ter tido alguém tão ilumidana como minha mãe, para que eu possa lhe fazer orgulhosa do filho que trouxeste a este mundo.
Amo-te incondicionalmente de todo meu coração, e as lágrimas que escorrem por meu rosto neste instante não são de tristeza, mas de saudade, de emoção por lembrar de tí dessa forma tão carinhosa e te sentir tão perto de mim mesmo depois de todo este tempo, de saber que ainda posso lembrar de tí com tanta clareza, vendo seu lindo rosto sorrindo pra mim, sentindo seu beijo carinhoso em minha face.
Obrigado minha mãe, por tudo que me ensinaste através do seu amor, e fazer de mim o que sou.
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O medo que nos domina
Posted on Dezembro 16, 2008 by flep, under Eu.
Sabe, as vezes me pego analisando experiências pelas quais já passei, e que tanta gente também experimenta. Hoje de manhã mesmo, enquanto acordava embaixo do meu chuveiro, me peguei teorizando sobre um deles: nosso medo de nos relacionarmos.
É incrível como praticamente todo ser humano já passou ou vai passar por isso. Tudo começa num interesse por alguém, evolui para uma paixão, pinta aquela vontade de ver sempre, de fazer tudo junto com a pessoa, e derrepente estamos amando. Mas daí, conforme o tempo passa, na maioria das vezes, descobrimos alguma coisa que não combina. Algo importante pra um dos dois, alguma divergência, alguma incompatibilidade… e sofremos.
A separação, a dor da perda, a saudade. Entramos num turbilhão de pensamentos e sentimentos, odiamos ter passado por isso, não conseguimos entender… “era tão perfeito”. E é aí, que acontece. A revolta, defesas aparecem, dizemos para nós mesmos “não vou passar pos isso de novo”, e nos fechamos num casulo impenetrável, e afastamos qualquer um tente se aproximar.
É, ou não, exatamente assim que acontece? É. Agora, o mais contraditório de tudo: continuamos sonhando, lá no fundo, de que vamos encontrar “a pessoa”.
O que estou tentando dizer aqui? De que isso é o certo, de que se na maioria das vezes - e é sim, na grande maioria das vezes, quebraremos a cara - não dá certo, devemos então evitar? Não, a menos que você queira uma vida incompleta.
É impossível, no mundo dual em que vivemos, sermos completamente felizes, sozinhos. Faz parte da nossa natureza, amar e querer ser amado. “Mas o que fazer então?”, pergunta nossa mente inferior, incapaz de entender os sentimentos. A resposta é simples: continue tentando.
Quantas vezes, quando crianças, caimos no chão tentando dar o primeiro passo? Quantas vezes estudamos para conseguir tirar notas boas na escola? Quantos dias do ano trabalhamos, para comprarmos um bem que tanto queremos? Quantas vezes Thomas Edison teve que tentar até acertar a fórmula para que hoje desfrutemos da energia elétrica iluminando nossas noites (foram mais de 4 mil)? Então porque, justo para algo tão importante, forte e intenso, como achar uma pessoa que combine conosco, tentamos algumas vezes, e por não saber lidar com as desilusões, ou não saber enxergar a verdade por trás das aparências, nos deixamos levar por nossos medos?
“Acordai”, disse eu para mim mesmo no dia em que finalmente entendi. Somos bilhões neste planeta, o que nos faz pensar que seria tão fácil? Alguns realmente tem sorte, ou melhor, carma suficiente para atrair a pessoa certa desta vida para perto de sí logo de início, mas a grande maioria, não tem.
Não desista, lute contra seus medos, suas defesas, suas incertezas. Há uma grande chance de justamente quando você estiver totalmente cego, uma pessoa compatível passar por você sem ser notada. “E porque?”, você me pergunta. Ora bolas, é porque a vida é uma grande escola! Estamos aqui para aprender coisas novas, aprender a lidar com tudo isso que envolve nossa vida, e o “sentir” é uma das principais matérias.
Ame, o amor. Ame o sentimento, o “poder sentir” algo forte por alguém, e poder sentir que recebe o mesmo em troca. Amar a pessoa vai ser consequência, vai ser natural, vai ser de verdade. Se não for ela, não faz mal. Continue amando o amor. Continue procurando, tentando, se entregando. Não há outra forma de encontar aquilo que tanto procura, e que mesmo que evites por uma vida toda, na derradeira hora do desencarne, irás te arrepender, pois haverá uma matéria a qual pulaste.
Não impeças que teus sentimentos brotem, não se impeça de sentir saudade, de dizer que está apaixonado, de fazer loucuras, de sorrir, de chorar, de amar.
Por você mesmo, não sabote a sua própria felicidade.
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Into the Wild
Posted on Dezembro 15, 2008 by flep, under cotidiano.
No último sábado, assisti a este maravilhoso filme, o qual recomento assistirem.
Não é uma história a ser levada ao pé da letra, com certeza. Me fez pensar em diversas coisas, tem várias mensagens, e é especialmente bonita por ser algo totalmente verídico.
É uma história para ser interpretada, para nos ajudar a perceber o que Chris percebe no final. Ele precisou ser extremo, correr riscos, experimentar sensações diferentes, para então finalmente entender:
“Happiness is only real when shared”
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Quero mais
Posted on Dezembro 13, 2008 by flep, under Eu.
Sabe, um dia eu falei que a felicidade é feita de momentos, e é simples. É verdade que as vezes esqueço disso, mas este sábado comprovou isso.
Felicidade de todas as formas possíveis, simples, tranquila, completa. “The happiness only is real when shared”.
Repete DJ?
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E o aprendizado é infinito
Posted on Dezembro 11, 2008 by flep, under Eu.
E há também coisas que mudam, coisas que amadurecem.
O post anterior nada mais foi do que um desabafo, de angustias que vem e que vão, coisas que um dia espero expurgar totalmente.
A verdade mesmo, é que eu mudei sim, algumas coisas. Não pra pior. Não deixei de sentir, não fiquei com medo de sentir, mas me tornei mais forte, mais paciente, mais preparado para lidar com as dificuldades que aparecem.
Uma vez escrevi que minha grande missão é ser FELIZ, do jeito que der, do jeito que vier, com quem quiser ser feliz comigo. Eu acredito que podemos seremos felizes por nós mesmos, mas não há como negar nossa natureza: não somos animais solitários, então ser feliz com alguém, é ser feliz 2x. Nada me tira isso da cabeça, e nem quero pensar diferente. Continuo com esse pensamento firme, levantando a cada tombo, sempre pronto pra outra. Não sei quantos tombos vou levar ainda, não sei quantas vezes vou sentir que “estou gostando mais do que gostam de mim”. Mas nunca vou desistir de tentar.
O que fazer né, esse sou Eu =)
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Coisas que não mudam
Posted on Dezembro 08, 2008 by flep, under Eu.
Já perdi as contas das vezes que escrevi sobre meus sentimentos e a maneira que eles funcionam em mim, pelos diversos blogs que já tive.
Já falei sobre como sofro por gostar demais, por sentir demais… por ser demais. Já falei de como é difícil lidar com isso, de como é dá vontade de criar escudos, enormes, correntes para prender e ignorar tudo isso, e de como isso nunca funciona, de como sempre, sempre, as correntes e os escudos se desmancham como pó.
Já falei também da “busca” que sinto dentro de mim, por alguém que aguente tudo isso, que saiba lidar com tudo isso, que vibre da mesma maneira. Já falei também de quão idiota e surreal isso parece, até pra mim.
E apesar de ter falado tudo isso, muitas vezes, de saber, porque isso não muda? Quantas vezes mais? De tantas coisas que mudei, que melhorei, que equalizei, porque não consigo mudar justo isso?
Ou então, porque não, controlar, impedir, guardar bem lá no fundo, deixar pra resolver isso depois, em outra década, em outro século, em outra vida? Porque essa droga de esperança é sempre a última que morre? Estou cansado de tudo isso, cansado de estar em loop, de mesmo não querendo, isso sempre acontecer. Estou cansado, de verdade, de ser eu.











